Um calor de matar!!!! Brasília hoje acima dos 30 graus...e olha que adoro sol. Só que a hora que a chuva vier, sai de baixo. Rezo para que demore mais por causa das obras na fazenda. Todo ano é assim e voces que acompanham nossa trajetória sabem. Quando conseguimos engrenar as obras, já está quase na hora das chuvas desabarem.
Acabo de receber a proposta do curso que o Nex planeja proporcionar para o povoado de Aparecida de Loyola. Há muito tempo sonho com isso e vamos ver se agora dá certo.Estou tentando uma parceria com a Prefeitura de Corumbá de Goiás, a sede do nosso município .Coloco o plano aqui para voces verem como é bom e o quanto poderá ajudar quem estiver interessado em algo mais que cachaça no povoado.
PROJETO DE INCENTIVO AO COMÉRCIO DE ARTESANATO EM APARECIDA DE LOYOLA – GO.
Proponentes: John Du Francis e Michele Sodré
APRESENTAÇÃO
O presente projeto visa criar na cidade de Aparecida de Loyola – GO, o comércio de artesanato para o turismo da região. Característico de um local, esta arte realizada pelas mãos de seus próprios moradores, enriquece culturalmente a toda população brasileira e trás benefícios à cidade que, ao exaltar suas belezas em suas pequenas lembranças de arte, escreve sua história através da sensibilidade destes futuros profissionais artesãos. E a cidade de Aparecida de Loyola, particularmente, é um pequeno município que não apresenta nenhuma estrutura ao turismo e nem mesmo aos próprios moradores, que sofrem com problemas sociais devido ao ócio e falta de oportunidade. Assim este curso pretende unir à população do local ao único, e fortíssimo, motivo de turismo no local: o criadouro de onças e felinos da Fazenda Preto Velho, onde mais de oito espécies de felinos que correm risco de extinção são cuidadas e preservadas.
OBJETIVOS
Este projeto tem como objetivo formar um grupo de artesãos que produzam peças artesanais para que sejam vendidas na cidade.
Para isso foi elaborado um curso de formação de novos artesãos escultores onde eles aprenderão o processo: elaboração de peças, confecção, queima e venda. Assim assegura-se o incentivo ao turismo, a geração de renda e a preservação dos patrimônios da cidade, além de dar ocupação profissionalizante aos habitantes de Aparecida de Loyola e ajudar na preservação das riquezas de nossa fauna: os felinos.
METAS E DESDOBRAMENTOS
O projeto se realizará em quatro etapas. Para isso serão ministradas aulas onde será entregue aos alunos uma pequena apostila que explica detalhadamente os passos do projeto.
Na primeira etapa o futuro artesão conhecerá a argila, aprenderá a manusear o barro, suas técnicas, e a construção de peças e lembranças cerâmicas, todos estes ilustrados com inspiração nos diversos tipos de felinos em conservação na fazenda.
A segunda etapa é a queima das peças. O aluno aprenderá o processo da queima e a construção do forno, para que ele se profissionalize e não necessite deste serviço de terceiros, realizando toda a obra. A queima das peças feitas pelos alunos será a aula de queima na prática, por isso não será cobrado o serviço da queima na prestação de serviço.
Na terceira etapa o artesão finaliza a peça, pintando, betumando, envernizando. Fazendo todo o necessário para preparar a peça para venda.
A quarta etapa é a venda das peças. O artesão identificará a peça com preço, nome do artista responsável, e dados sobre a peça quando necessários, como informativos sobre os felinos da região.
O público alvo do projeto são habitantes da cidade de Aparecida de Loyola - GO. Será formada uma turma de 25 a 30 alunos. As aulas ocorrerão de segunda à sexta feira, das 14:00 às 17:00 horas. A duração do curso é de trinta dias úteis.
CONTAPARTIDA
Com o término do curso teremos o material necessário para dar início ao comércio de artesanato da cidade de Aparecida de Loyola onde todo lucro será voltado para os habitantes do local.
Os novos artesãos também receberão um certificado de conclusão de curso afirmando sua presença nas aulas e confirmando sua nova habilidade.
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Para a realização das aulas será necessários um local (pode ser coberto com toldo), iluminado, com água disponível, mesas individuais ou grandes, e cadeira para 30 pessoas, assim como um local (armário) para guardar o material e as peças confeccionadas.
Fotos do curso ministrado em Corumbá de Goiás
A multa para quem tem animais ou objetos desse tipo é de R$ 500, mas atinge R$ 5.000 se o bicho estiver na lista oficial da fauna ameaçada de extinção, como é o caso da onça-pintada.
Perto do assentamento, numa propriedade de 1,2 mil hectares, o equivalente a cerca de mil campos de futebol, os fiscais apreenderam duas espingardas calibre 22, geralmente usadas para caça, e notificaram o dono a apresentar os registros e porte das armas, além da autorização para o desmatamento da área. Se o corte da floresta for irregular, ele poderá ser multado em R$ 5 mil por hectare destruído.
Entre os e-mails que recebí em apôio pela perda da Nina, escolhí um para publicar aqui. O e-mail da Thaís ( que nem conheço pessoalmente) conversou íntimamente com a minha alma e fiquei bastante comovida:
Olá Cristina, sempre leio seu blog e todas as vezes me emociono, não consigo não chorar. Me emociono pela história triste dos animais e me emociono por saber que existem pessoas como você que se dedicam ao máximo pra ajudá-los.
Conheço quase todos os "gatões" que você tem aí, mas junto com os envelopes dos pêlos que a Dra. Rebecca me enviou, veio um da Nina, uma gatinha-maracajá. Não pude conter minha curiosidade e fui correndo olhar seu blog para ver se achava lá uma foto da carinha da Nina. Tive duas surpresas, uma boa e uma triste: a boa foi que encontrei a foto dela, linda, fofa, só pode ser um bichinho de Deus mesmo né ... Mas a noticia triste foi que fiquei sabendo que ela morreu.
Bem, no final, voce deixou uma frase que especialmente nesse momento da minha vida, me emocionou ainda mais que o normal:
"Como preservar vidas, sem conviver com a morte?"
Sou uma verdadeira gateira e onceira. Sou de nascença. Desde sempre tive gatos em casa e paralelo a isso meu avô sempre trabalhou em fazendas no Mato Grosso do Sul, e nunca me faltaram histórias de onças pra ouvir. Não preciso te dizer que meus gatos são criados como gente aqui em casa, não que eu ache que eles sejam seres inferiores ao ser humano, muito pelo contrário, acho que os animais são seres superiores ao ser humano em relação ao sentimento, a ingenuidade, a bondade, a honestidade e etc ... Voce já viu uma onça jogar seu filho pela janela do quinto andar de um prédio???? Muito pelo contrário, vai lá mexer nos filhotes dela pra ver o que te acontece, ela os defende com unhas e dentes, literalmente. Mas digo que são criados como gente, porque eles tem todo conforto de qualquer um dos moradores aqui da minha casa: comida a vontade, água mineral, travesseiros fofos para dormirem, cobertores, brinquedos e etc, isso quando não querem dormir na cama com a gente, que diga-se de passagem, eu adoro! Mas devido a uma certa alergia que eu desenvolvi devido aos pêlos deles né, minha mãe pede pra eu evitar.
Mas voltando a história da frase ... No momento me encontro com 4 gatos: Xadrez e Gordo com 3 anos, são irmãos; e Hugo e Léo com 1 ano que são irmãos tambem.
Na verdade de presença física mesmo são 3 agora.
Eu amo todos, como você deve amar todas as suas crianças aí, mas voce sabe que felinos são animais com muita personalidade e muito diferentes um dos outro, e logo a gente se apega ou se identifica mais com um do que com outro, e eles tambem nos escolhem da mesma forma, com certeza você já deve ter vivido essa experiencia aí.
Pois bem, Léo e eu desenvolvemos um amor recíproco. Ele era um bonequinho, carinhoso demais, meigo, companheiro, sempre do meu lado, se eu estava no computador, ele estava deitado do lado do monitor, se ia para o quintal ele estava atrás. Ele sempre dormia com uma oncinha pintada de pelucia, uma graça!
Acredita que quando eu falava com ele, ele me respondia com aquele miado do fundo da garganta, aquele que eles costumam fazer para mae, ou a mae fazem para chamá-los, voce deve saber do que estou falando. Fora o "trator" aquele barulhinho que treme a garganta que os pequenos felinos fazem quando estão sendo afagados ou acariciados. Um doce de bichinho que vivia grudado comigo aonde eu estivesse.
Sempre castro todos, para que fiquem mais dentro de casa, para que diminuam um pouco do seu instinto de passeios noturnos; mas gato é muito difícil segurar dentro de casa.
Sábado a tarde, estava em meu quarto, quando ouvi um barulho muito alto na rua, senti na hora em meu coração que era algum dos meus "filhos". Saí correndo e quando cheguei lá fora, era o meu Léo, o meu bonequinho lindo, meu amor ... Um rapaz de moto desceu a rua correndo igual um louco e atropelou ele. Peguei ele no colo já com o corpo mole, fiz respiração várias vezes na boquinha dele que já estava toda suja de sangue, mas não teve jeito, o papai do céu o levou ... Fiquei minutos sentada no meio da rua com ele no colo, sem acreditar no que estava acontecendo, enquanto os vizinhos saiam para socorrer o menino que se arrebentou no chão com a moto. Alguns ficaram do meu lado dizendo pra eu correr pro veterinário que ainda dava tempo, mas infelizmente eu já sabia que não tinha mais jeito. Só fiquei com ele no meu colo por quase 1 hora desesperada, até que minha mãe veio me levantou e levou ele pra que eu pudesse me limpar porque eu estava toda suja de sangue e também para que eu pudesse tomar água e me acalmar.
O corpinho dele ficou em cima do paninho dele preferido e por incrivel que pareça, o gordo (gato mais velho) deu banho nele todinho limpando o sangue que estava na boquinha dele e o Hugo (irmão dele) deitou bem encostadinho dele como se soubessem o que tinha acontecido.
Como é duro estar aqui no computador agora sem ele andando pela mesinha derrubando minhas coisas, derrubando o modem, mexendo no fio do mouse ... Como é triste não ser acordada por ele miando na porta do meu quarto 7 hs da manhã querendo entrar para deitar comigo ... Como tudo é difícil sem ele aqui.
Na hora as pessoas diziam "ahh! Foi só um gato!" Mas as pessoas não sabem o significado que esses animaizinhos tem pra gente, eles não sabem o sentimento que eles despertam em voce, a companhia que eles fazem e o amor que eles demonstram. Não foi "só um gato" ... Foi O MEU gato, o meu Léo, o meu bonequinho ...
Leio sempre seu blog e vejo seu sofrimento com a perda desses animais tão inocentes, tão ingênuos que sofrem tanto, por culpa "nossa", por culpa do ser humano. Li quando você escreveu sobre a morte da Muka, chorei muito, e agora li sobre a morte da Nina, que inclusive doou seus pêlos para colaborar com meu projeto de faculdade.
Só a gente sabe o sofrimento, a dor e a falta que eles fazem. Pessoas como você e eu, se apegam demais a eles como se fossem da nossa família. E são! Sim, eles são da nossa família!
Então quero pedir à Deus que conforte teu coração, assim como ele está confortando o meu. O que me consola, e é o que deve te consolar também, é que enquanto eles viveram a gente fez tudo que podia ser feito, eles tiveram alimento, água, atendimento médico, e o mais importante: carinho, respeito e dignidade.
Fique com Deus, Deus te abençõe e que você continue muito forte porque ainda virão muitas(os) "Mukas e Ninas" pra você cuidar e eles(as) precisarão de toda a sua força e amor, assim como virão muitos "Léos" para eu cuidar entre tantos outros animais que já retirei da rua nessa minha vida.
Fica com Deus, beijos. Obrigada por me ouvir.
THAÍS DE OLIVEIRA MARTINS
Por incrível que pareça, é o que vou fazer! Enquanto o Nex tinha um fluxo de visitação normal, mínimo eu diria, tudo bem. Só que agora estou notando uma demanda muito diferente e percebi isso, claramente, no último feriado ( dias 05/06/07 de Setembro).
Desde que a pequena Nina chegou ( a fêmea maracajá) achei-a meio estranha fisicamente. Coluna arqueada, bem magrinha....Só que ela demonstrou logo estar tão bem disposta que ignorei a sensação que tive. Conheço pouco sobre os pequenos felinos e acho que muita gente também não sabe muito sobre eles. Foi assim: Nina comeu, deu um showzinho particular para os operários que estão fazendo o recinto do Shiva, estava alegre e, pela manhã, foi encontrada morta.